50 º Fórum do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz
- um programa da UNESCO -


CULTURA DE PAZ
- NÃO ESTAMOS CONDENADOS À VIOLÊNCIA -

Professora Lia Diskin
 

A aliança entre o movimento mundial pela Cultura de Paz, desencadeado pela UNESCO,
e as pesquisas sobre a Paz iniciadas na segunda metade do século 20, evidenciam a urgência
de encontrar uma nova base de convivência democrática, um repertório de conhecimentos
capaz de minimizar as escandalosas injustiças sociais, a exclusão geradora de violência e a
ação predatória sobre os parcos recursos que restam no planeta. Tal revolução demanda
redefinir prioridades, ampliar a percepção da realidade e acionar valores de integração social –
o que significa abrir caminhos a um novo paradigma.

Entretanto, os paradigmas não se instituem, não nascem por decreto, se constróem.
São fruto de processos nos quais a consciência coletiva vai metabolizando novas variáveis
para dar conta dos desafios que a complexidade crescente lhe apresenta. A matéria prima de
tais desafios está nas conseqüências das escolhas realizadas num passado próximo ou remoto.
No acontecer humano, na história da nossa espécie, há um encadeamento de causas e feitos
– nem sempre linear – que nos permite olhar para trás e para frente em busca de modalidades
de ser e estar no mundo mais satisfatórios e desejáveis, o que demanda conhecer para
poder agir, e conhecer e agir para poder mudar
.

A Cultura de Paz tem duas missões: primeiro desvendar, tornar visíveis as violências
que se perpetuam pela omissão e/ou aceitação de condições humilhantes como sendo próprias
das dinâmicas sociais, inevitáveis ou, pior ainda, intrínsecas à natureza humana. Segundo,
implementar novas tecnologias de convivência que abordem o conflito como instrumento
necessário à manutenção democrática dos relacionamentos. Uma sociedade pautada na
liberdade é plural, portanto as divergências não devem ser impedidas, mas trabalhadas de
modo edificante para que as partes envolvidas possam descobrir espaços de articulação e
crescimento mútuo, reafirmando que a paz é sempre possível, e a violência, evitável.
 

Lia Diskin, formada em Jornalismo com especialização em Crítica Literária, co-fundadora da
Palas Athena, coordenadora do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz. Recebeu a
Medalha da Associação Cultural Internacional Gibran (ACIGI) por "Acrescentar ao Progresso
do Ocidente a sabedoria do Oriente" e homenagem do World Trade Center São Paulo para
aqueles que constróem a cultura de paz. Recentemente recebeu da UNESCO o Diploma de
Reconhecimento por suas atividades na área da Cultura de Paz durante as comemorações dos
60 anos da UNESCO.
 
ENTRADA FRANCA

3 de agosto de 2006 - quinta-feira - 19 horas
Auditório do MASP - Museu de Arte de São Paulo Av. Paulista, 1.578 -
São Paulo - SP (Estação Trianon-Masp do Metrô)


Realização: Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz

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